Biblioteca - Artigos

Diversas farmácias enfrentam dificuldades para adaptar seus espaços físicos, principalmente no que diz respeito aos itens relacionados no Anexo III da RDC nº 67 da Anvisa. Muitas têm de recorrer ao auxílio de arquitetos e engenheiros para desenvolvimento de um novo projeto, solução que demanda mais investimentos por parte dos empresários.

A BSTec – empresa brasileira que comercializa cabines para manipulação – viu nesse cenário uma oportunidade para se diferenciar entre seus concorrentes e agregar valor aos seus produtos. “Participei de diversos fóruns de discussão sobre a RDC que a Anfarmag organizou ao longo de 2007, em várias regiões do Brasil, e permaneço atento às interpretações das Visas dos diversos locais onde temos projetos. Com isso formamos um entendimento da RDC que facilita a elaboração de sugestões de adequação para os nossos clientes. Ao recebermos uma solicitação de orçamento, um profissional da área de arquitetura, que faz parte de nossa equipe, elabora um projeto de reforma nas instalações com base na planta baixa da farmácia. Isso facilita o trabalho do profissional que vai realizar a reforma, pois os pontos críticos já são solucionados”, diz João Belleza, diretor da BSTec.

Ele explica ainda que, em muitos casos, é possível atender à legislação em vigor sem a necessidade de altos investimentos. “Conseguimos desenvolver uma solução muito simples para o atendimento das condições exigidas pela RDC. A utilização de nossas cabines de segurança e a adoção de alguns conceitos básicos de engenharia como os citados a seguir, resolve o problema de forma muito econômica”, afirma.

A Cabine de Segurança Biológica Classe I, como as fabricadas pela BSTec, é o equipamento internacionalmente recomendado para a proteção primária ao risco químico e biológico (classe de risco 1, 2 e 3) em condições não estéreis. Ela protege efetivamente o operador e o meio ambiente do risco de contaminação durante o processo de manipulação de substâncias químicas na forma de pó ou aerosol. A exaustão através do filtro Hepa A3 pode ocorrer no próprio ambiente do laboratório para a maioria dos casos visto que 99,97% das partículas maiores que 0,3μm ficam retidas no Hepa. O sistema micro processado controla velocidades e a saturação do Hepa, indicando para o usuário o momento de troca dos filtros. E para ser uma cabine de segurança, informa pelo display se alguma não conformidade acontece de forma a assegurar sempre uma total proteção.

Apesar das nossas cabines por si só oferecerem uma efetiva proteção ao operador e ao meio ambiente, com relação à contaminação cruzada, a RDC 67/07 exige que as áreas de manipulação das substâncias do anexo III operem com pressão negativa. Essa condição poderá ser facilmente obtida se a exaustão da cabine BSTec for direcionada para fora dessa sala. Pode ser para outra sala do laboratório ou mesmo para o exterior deste, não sendo necessário nenhum equipamento adicional para se conseguir esse diferencial de pressão.

Para que isso ocorra, se faz necessária uma boa vedação nas paredes da sala de manipulação, eliminando frestas e colocando grelhas reguláveis nas portas de acesso. Não é recomendável a utilização de portas sanfonadas ou corrediças em função da pouca estanqueidade que elas oferecem.

A comprovação da eficiência da cabine de segurança classe I, quando solicitada pela Visa, pode ser facilmente obtida realizando-se os ensaios relacionados na Tabela 3 (Performance Tests to be Applied to the Three Classes of Biological Safety Cabinets) e na Tabela 4 (References for Applicable Containment Tests) que podem ser obtidas no site: http://www.cdc.gov/od/ohs/biosfty/bsc/bsc.htm. A empresa AMV de Campinas tem realizado esses testes em condições muito acessíveis para os associados da Anfarmag.

Um detalhe que deve ser considerado na adequação junto com a climatização e a exaustão é a renovação do ar do laboratório. Em muitos casos são utilizados climatizadores que somente mantém a temperatura, mas não renovam o ar. As necessidades de renovação de ar, geralmente são especificadas no PPRA e a BSTec tem ajudado os seus clientes a atender essas recomendações e a reduzir os riscos ocupacionais.

João Carlos Belleza

Anexos

Fonte: Anvisa